Relatório aponta ‘risco muito alto’, e Defesa Civil mantém interdições no Morro do Cristo, em Juiz de Fora

  • 24/04/2026
(Foto: Reprodução)
Deslizamento de terra no Morro do Cristo em Juiz de Fora Pablo Porciuncula/AFP A Prefeitura de Juiz de Fora divulgou, no início da noite desta sexta-feira (24), o relatório de avaliação geotécnica realizado na parte do Morro do Cristo que está interditada desde a tragédia climática na cidade. O desastre aconteceu entre os dias 23 e 24 de fevereiro e deixou 66 mortos. O estudo, feito pelo geólogo Luiz Wallace Costa Nascimento entre março e abril, apontou que a área permanece em situação de grande instabilidade e que há ‘risco muito alto’ de novos deslizamentos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Para viabilizar o retorno dos moradores às casas, a prefeitura anunciou, para a próxima segunda-feira (27), a contratação do anteprojeto para obras estruturais de mitigação no local. Retorno só será possível com obras emergenciais O cenário de instabilidade, segundo o documento, tem relação com o volume de chuva sem precedentes na história da cidade, que causou a saturação do solo e a movimentação de grandes volumes de detritos e rochas gnáissicas. Seis pessoas morreram no bairro Paineiras. Uma das vítimas é o policial penal Reinaldo Neiva Ferreira, de 36 anos, que tentava salvar a esposa e alguns vizinhos. Em outro imóvel, cinco pessoas da mesma família também morreram, inclusive uma criança de 9 anos. Detalhes sobre as áreas críticas identificadas: Rua Carmelo: Identificada como a área de maior risco. Blocos rochosos volumosos estão depositados em encostas íngremes e podem atingir edificações a qualquer momento, configurando um risco muito alto Proximidades da Rua Halfeld (abaixo do Mirante): Grande acúmulo de material que pode sofrer novos deslizamentos. Foram encontradas "placas de alívio" e blocos desconfinados com comportamento desfavorável à estabilidade Ruas Constantino Paleta e Marechal Deodoro: Instabilidades na zona de contato entre solo e rocha criaram "ninhos" de blocos que podem sofrer novos deslocamentos. O laudo é taxativo ao afirmar que não é possível realizar a desinterdição dos imóveis localizados no sopé do Morro do Cristo no momento. A liberação das moradias depende da execução de obras estruturais emergenciais para mitigação dos riscos geológicos remanescentes. Rua do Carmelo, em Juiz de Fora, 60 dias após as chuvas de fevereiro Luiza Sudré/g1 Situação da Gentil Forn Paralelamente às ações no Morro do Cristo, a prefeitura confirmou que a contratação do anteprojeto para as intervenções na Estrada Gentil Forn nesta sexta-feira (24). A via é um dos principais acessos à Cidade Alta e também foi severamente impactada pelo volume extremo de chuva registrado em fevereiro. Desde então, a circulação de pedestres e veículos está impedida no local. LEIA TAMBÉM: Por que rochas continuam a cair do Morro do Cristo mesmo sem novos temporais em Juiz de Fora Morro do Cristo: entenda qual é a formação e por que parte dele desmoronou em Juiz de Fora Juiz de Fora ainda tem ‘amontado’ de destruição 2 meses após chuva que deixou 66 mortos; FOTOS ASSISTA TAMBÉM: Pontos turísticos seguem fechados em Juiz de Fora dois meses após chuvas Pontos turísticos seguem fechados em Juiz de Fora dois meses após chuvas de fevereiro VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

FONTE: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2026/04/24/relatorio-aponta-risco-muito-alto-e-defesa-civil-mantem-interdicoes-no-morro-do-cristo-em-juiz-de-fora.ghtml


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